O Elevador do Andar Inexistente
Era tarde demais para dúvidas.
O prédio estava quase vazio quando Lucas entrou no elevador. As luzes piscavam levemente.
Ele apertou o térreo.
Nada aconteceu.
Foi então que ele viu algo estranho.
-1
Um botão que nunca esteve ali.
Seu dedo hesitou por um segundo.
Mas a curiosidade falou mais alto.
Ele apertou.
As luzes falharam.
O visor mudou para um único símbolo:
—
Quando as portas se abriram, o silêncio era absoluto.
O corredor parecia igual… mas errado.
Então ele viu.
Um homem parado no fim.
Observando.
Era ele.
Mas não o mesmo.
Outras portas se abriram.
Outras versões surgiram.
Cada uma… uma vida diferente.
Uma escolha que ele nunca fez.
Uma realidade que nunca viveu.
As versões começaram a se aproximar.
Lentas.
Inevitáveis.
Como reflexos tentando ocupar o lugar do original.
Ele correu.
Entrou no elevador.
As portas fecharam.
Subiu rápido demais.
Quando abriu… tudo parecia normal.
Até o som atrás dele.
“ding”
Ele se virou lentamente.
O elevador ainda estava aberto.
E lá dentro…
Outro Lucas.
Sorrindo.

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